sexta-feira, 14 de maio de 2010

Explode Coração.

E se perder e se achar e tudo aquilo que é viver
Eu quero mais é me abrir e que essa vida entre assim
Como se fosse o sol desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor desta manhã

Nascendo, rompendo, rasgando, tomando, meu corpo e então eu...
Chorando, sorrindo, sofrendo, adorando, gritando
Feito louca, alucinada e criança
Eu quero o meu amor se derramando
Não dá mais pra segurar, explode coração...

(Gonzaguinha )

Pensamentos.

Busca insana por algo que não sei o que é. Perguntas para respostas inexistentes. Às vezes me encontro mergulhada nos meus próprios pensamentos desvairados. Pensamentos indescritíveis, algo tão profundo, mas ao mesmo tempo tão vazio. Uma mistura louca de sentimentos que ao fim formará uma coisa sem nome.
Tristeza, felicidade, saudade, lembranças, quietude, serenidade. Vai saber! E tudo se resume a uma busca sem fim, por uma coisa sem nome, sem forma, sem sujeito nem predicado... que nem ao menos sei se existe. Pensamentos refugiados em pensamentos e um fim sem fim. Acho que a loucura em seu maior devaneio chegou. Dentro desta coisa coberta pela pele que pulsa sem parar. Dentro da minha mente. Entende?!

Acho que penso demais!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Soneto do Amor Total.

Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

(Vinicius de Moraes)

Promessas Matrimoniais.

Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?

Promete saber ser amiga (o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?

Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?

Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e, portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?

Promete se deixar conhecer?

Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?

Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?

Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?

Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?

Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?

Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros.

(Martha Medeiros)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Aprendendo.

Dias inteiros de calmaria, noites de ardentia, dedos no leme e olhos no horizonte, descobri alegria transformar distâncias em tempo. Um tempo em que aprendi a entender as coisas do mar, a conversar com as grandes ondas e não discutir com o mau tempo. A transformar omedo em respeito, respeito em confiança. Descobri como é bom chegar quando se tem paciência. E para se chegar, onde quer que seja, aprendi que não é preciso dominar a força, mas a razão. É preciso,antes de mais nada querer!

Ponta de Solidão.

- Fiquei tão só, aos poucos. Fui afastando essas gentes assim menores, e não ficaram muitas outras. Às vezes, nos fins de semana principalmente, tiro o fone do gancho e escuto para ver se não foi cortado. Não foi.

(Caio Fernando Abreu)

Auto-explicação.



Ela é várias em uma... se divide, se compõe. Gosta de se perder e de se encontrar. Vive embriagada pelos sonhos mais inconstantes. Ela tem sede de história: do passado, presente e aquela que ainda está por vir. Ela tem fome de conhecimento, de vivência. Às vezes, ela é estranha, às vezes, ela é comum. Ela é alegre. Ela é espontânea. Ela sorri. Ela quer ver todos serem alegres também. Ela quer ver todos serem sinceros também. Ela quer ver todos sorrirem também. Ela tenta fazer um mundo melhor, mas não é ingênua de acreditar que vai conseguir resolver tudo sozinha e que um dia vai viver em um conto de fadas. Ela é mulher e menina. Ela é múltipla. Adora uma novidade boa. Ela é corajosa e realista. Ela vai conhecer o mundo. Ela vai retratar o mundo, não o dela, o de todo mundo, ela vai mostrar outra visão, a realidade. Concreta, de vidas e vidas. Ela erra tentando acertar. Ela é intensa. Ela é humana. Ela ama sua família, seus amigos. Ela não precisa ficar falando a cada instante que os ama, porque quando se ama, ama nos gestos, nas atitudes, no olhar, na energia que se sente quando amam juntos. Ela ama a vida, o bem, o valor de cada instante, as coisas simples. Aprendeu a conviver com a falta de não sabe o que, está aprendendo a controlar a ansiedade de querer agora. Ela acredita em Deus, essa imensa e maravilhosa força que existe... tem fé... ora todas as noites por dias melhores e agradecendo sempre o que tem recebido. Ela é assim, simples. Ela foi, e tem tudo no interior da história dela. Ela será… e não está aí pra ser compreendida... mas sim respeitada!